Pesquisas em Andamento

Instituto Brasil Plural INCT/UFSC

Descrição: Esta proposta tem como objetivo dar continuidade ao projeto do INCT Brasil Plural/IBP, que começou a funcionar em 2009 a partir da iniciativa de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Amazonas, em parceria com outras instituições das regiões norte e sul do país, integradas em torno de um projeto de ciência contemporâneo e plural. O IBP conta atualmente com cerca de 60 pesquisadores associados e 25 convidados, e é um dos dez INCTs no campo das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e um dos três na área de Antropologia1. Considerando a grande maioria dos INCTs, o IBP tem ainda uma particularidade que é a de articular e estimular a consolidação de redes de pesquisa que atuam em temáticas centrais da antropologia brasileira contemporânea. Sua proposta visa articular de forma transversal diferentes temáticas, em um programa de pesquisa e através de uma metodologia inovadora, que tem como focos centrais realizar pesquisas com alto impacto social e pensar uma ciência plural para o conhecimento e a construção de um Brasil plural, democrático e inclusivo de suas diversas populações, respeitando essa diferença e essa pluralidade. O projeto que apresentamos nesta Chamada inclui novas instituições na rede de pesquisas do IBP, do sul, do norte e agora também do centro-oeste brasileiro, com a inclusão da UFMT e da UnB, além de pesquisadores das regiões nordeste (através da UFRN) e sudeste (UFF-Campos de Goitacazes). Essa ampliação da rede de pesquisadores e núcleos de pesquisa reforça a proposta de construção de um corpus etnográfico de pesquisas envolvendo diferentes comunidades, populações, grupos e localidades, buscando cartografas e dar visibilidade à pluralidade das experiências sociais brasileiras assim como delinear e rediscutir uma outra imagem sociocultural e ambiental do Brasil. As principais linhas de pesquisa são: 1) Saúde - Práticas locais, experiências e políticas públicas; 2) Cidadania e direitos; 3) Patrimônio, cultura e arte; 4) Saberes, políticas e socialidades em comunidades tradicionais. Essas linhas se desdobram em projetos bastante articulados com diversos dos temas e áreas estratégicas previstas na Chamada 16/2014 INCT-MCTI/CNPq/CAPES/FAPs, entre elas as de biotecnologia e uso sustentável da biodiversidade; agricultura; saúde e fármacos; desenvolvimento urbano e segurança pública, conforme veremos mais adiante, conforme discutiremos de forma mais detalhada na qualificação do problema deste projeto. Palavras-chave: Antropologia, Brasil, Comunidades tradicionais, Políticas.

Período: 2015 - Atual.
Coordenadora: Sônia Weidner Maluf.
Integrantes: Sonia Regina Lourenço, Moisés Alessandro de Souza Lopes, Marcos Aurélio da Silva, Esther Jean Langdon, Deise Lucy Montardo, Eliana Diehl, Luiza Garnelo.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Auxílio financeiro / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Bolsa / Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina - Auxílio financeiro.

Cidade, performance e as políticas de ocupação do espaço: uma etnografia das performances e territorialidades urbanas

Descrição: Este é um projeto guarda-chuva que pretende desenvolver uma série de estudos sobre performances audiovisuais e territoriais em cidades como Cuiabá, em bus-ca de verificar o que elas nos dizem sobre as políticas de ocupação do espaço urbano. Tomo aqui o sentido de política como não exclusivo às políticas do Estado, incluindo aí também as políticas dos coletivos urbanos engajados nessas performances. É através delas que esses grupos expõem seus olhares sobre a cidade, muitas vezes numa crítica aberta às políticas oficiais e empresariais de ocupação do espaço. São performances que podem estar desde o cinema e suas narrativas urbanas até o carnaval e as paradas da diversidade e sua distribuição de corpos ? ainda que num curto período de tempo marcado pelo extraordinário ? pelo tecido urbano, na ocupação de espaços geralmente restritos ou vigiados no cotidiano comum.
Período: 2015 - Atual. 
Coordenador: Marcos Aurélio da Silva.
Integrantes: Susana Sandim Borges, Járede Oliver Miranda, Richard Joseph Abboudi.
Financiador(es): Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Bolsa.

Anthropological Blues: por uma antropologia da música Javaé

Descrição: A pesquisa aqui proposta visa desenvolver um estudo das relações intertextuais entre os gêneros musicais Javaé, explorar a construção destas relações com outros gêneros verbais (narrativas orais e lamentos funerários). Pretende identificar como a intertextualidade ao estabelecer conexões com outros gêneros verbais, permite analisar estratégias particulares de contextualização, descontextualização e recontextualização do discurso, junto com as maneiras pelas quais este processo reflete e produz a socialidade ameríndia. Uma hipótese a ser discutida é o poder simbólico da música na criação da intertextualidade em virtude de sua capacidade de modular a linha melódica, o timbre, o tempo e a altura dos sons articulada aos movimentos da dança e à ornamentação corporal. A música, e, portanto, a artisticidade, comparecendo aqui constituindo as relações de identidade e alteridade, o mundo dos sentimentos e das emoções Javaé. Os propósitos teóricos e etnográficos deste projeto alinham-se aos estudos das produções mais recentes da antropologia da música, das etnografias em etnologia que têm como foco rituais, performances e oralidades, musicalidade e artisiticidade. Visa, sobretudo, identificar as principais contribuições destes estudos para o campo da etnologia indígena dedicada aos universos ético-estéticos dos povos indígenas das terras baixas da América do Sul.

Período: 2017 - Atual.
Coordenadora: Sonia Regina Lourenço.
Integrantes: Ligia Maria de Lana Bello, Marta Tipuici, Aline Maria Batistella, Arlene Boa Morte Paula Ferreira de Almeida, Nathália Defende, Eric Timoteo Iwyrâkâ Kamikiawa.

Violências, resistências e subjetividades de travestis e transexuais na Baixada Cuiabana

Descrição: O contexto de vivência dos sujeitos não-heterossexuais em Cuiabá e Várzea Grande no estado do Mato Grosso vêm nos últimos meses, apesar de um relativo avanço em anos anteriores, sofrendo uma série de retrocessos institucionais seja com a retirada da palavra gênero e sexualidade dos planos estadual e municipais de educação, seja com a anulação do decreto de criação do Conselho Estadual LGBT pela Assembleia Legislativa do estado, ou ainda com a não disponibilização de recursos para a realização das Conferências LGBT Estadual e Municipal, entre outras medidas. No que tange a saúde de LGBTs, desde o lançamento da Política Nacional de Saúde Integral de LGBT (em 2010) os estados deveriam ter adequado o sistema de saúde local com a incorporação das diretrizes que orientam esta política, entre elas destaca-se a ?inclusão de variáveis que caracterizam a diversidade populacional nos processos de formulação, implementação de políticas e programas no SUS, envolvendo: orientação sexual, identidade de gênero, ciclos de vida e raça-etnia? (Brasil, 2010:15). Tal fato ainda não ocorreu e vem sofrendo contínuas resistências por parte das instituições de saúde do estado de Mato Grosso. Especificamente no que tange ao processo transexualizador, com a publicação da Portaria nº 1.707, de 18 de agosto de 2008, o Ministério da Saúde implantou tal processo no âmbito do SUS, trata-se da regulamentação, em âmbito nacional, de uma política que engloba cirurgia, assistência e cuidados com transexuais. O processo transexualizador deveria ser empreendido em serviços de referência devidamente habilitados em todos os estados, no entanto, a despeito da importância desta ação do Ministério da Saúde, deve ser registrado que, hoje, o atendimento capaz de contemplar todas as etapas do processo transexualizador só é realizado em cinco hospitais universitários, nas cidades de Goiânia, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e mais recentemente em implantação em Mato Grosso do Sul. Assim, este projeto de pesquisa busca analisar os trajetos de transexuais e travestis pelos sistema de saúde em busca deste processo, bem como as reivindicações que envolvem a criação de um ambulatório transexual no estado de Mato Grosso. Busca também analisar a construção da subjetividade e da identidade transexual e travesti no contexto de uma capital do interior do país analisando os impactos da violência (inclusive institucional), da transfobia e da travestifobia na vivência cotidiana destes sujeitos não-heterossexuais.. 
Período: 2017 - Atual. 
Coordenador: Moisés Alessandro de Souza Lopes.
Integrantes: Marcus Aurélio da Silva; Márcio Alessandro Neman do Nascimento; Haydée Thayná Schuster.

Territórios marginais, políticas da vida e conflitos de saberes: itinerários terapêuticos da população LGBT da Baixada Cuiabana

Descrição: O presente projeto tem como objetivo a investigação sobre questões relacionadas à saúde da população LGBT da Baixada Cuiabana, no que se refere às produções de sentido em relação aos saberes institucionalizados - como a biomedicina e a governamentalidade - em conflito com saberes próprios dos grupos investigados. Algumas questões serão centrais nessa proble-mática, como os 40 anos da AIDS e suas representações entre homens gays e mulheres trans; as políticas públicas de "Atenção à Saúde da Mulher" em relação à presença de mulheres lésbi-cas e transexuais nos serviços prestados; o processo transexualizador do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua consequente ambulatorização que atualmente está em vias implantação no estado de Mato Grosso. O projeto tem como referencial teórico a Antropologia da Saúde e as discussões sobre as políticas públicas propostas pela Antropologia em diálogo com a Saúde Coletiva. Pretende agregar novos pesquisadores interessados em pesquisar o tema tendo esse projeto como guarda-chuva.

Período: 2018 - Atual.
Coordenador: Marcos Aurélio da Silva.

Pesquisas Finalizadas

Homossexualidades, preconceitos e discriminações. A construção social do gênero no universo LGBT da Grande Cuiabá

Descrição: O objetivo deste projeto de pesquisa é desenvolver uma análise das convenções de gênero que atuam na construção das subjetividades de cuiabanos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) e dão suporte ao estabelecimentos de diferenças, hierarquias, preconceitos, discriminações e violências tanto na relação entre estes sujeitos quanto nas relações entre eles e a sociedade mais ampla.. 
Período: 2011 - 2015.

Coordenador: Moisés Alessandro de Souza Lopes.
Integrantes: Neuza Cristina Gomes da Costa, Henrique Araújo Aragusuku, Jéssica Caroline do Amaral.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso - Auxílio financeiro.

Performances, Narrativas e Musicalidades Quilombolas em Chapada dos Guimarães (MT).

Descrição: O propósito deste projeto é estudar as relações de identidade e alteridade, o saber local e as formas estéticas expressivas constituídas pelas comunidades negras Lagoinha de Baixo e Lagoinha de Cima, localizadas na Chapada dos Guimarães (MT), e compreender, por meio e nos termos destas relações, como este coletivo constrói significados articulados a outras noções correlatas como a de território, ancestralidade, arte, cultura e conhecimento.

Período: 2012 - 2015.
Coordenadora: Sonia Regina Lourenço.
Integrantes: Danielli Katherine Pascoal da Silva.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso - Auxílio financeiro.

As imagens e representações sociais acerca do gênero e das sexualidades entre docentes do Ensino Médio de Cuiabá (MT)

Descrição: O projeto de pesquisa foca-se em verificar as representações sociais e o imaginário acerca do gênero e das sexualidades veiculadas pelos(as) professores(as) das disciplinas de Sociologia, Biologia e Ensino Religioso de Escolas Públicas e Privadas do ensino médio da cidade de Cuiabá (MT). Pretende-se compreender como os mecanismos de construção da diversidade podem engendrar diferenças, hierarquias e preconceitos. Será realizada observação participante e etnografias em algumas escolas de Cuiabá a fim de traçar um panorama geral de como estes (as) professores (as) tem compreendido a partir de suas representações as questões da diversidade de gênero e das sexualidades. Alcançando o conhecimento sobre este público, especialistas em estudos de gênero e sexualidades contribuirão na construção de uma capacitação adequada a suas realidades.. 
Período: 2012 - 2016.
Coordenador: Moisés Alessandro de Souza Lopes.
Integrantes: Neuza Cristina Gomes da Costa; Silvana Maria Bitencourt.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Auxílio financeiro.

Relações de gênero, memórias e patrimônio imaterial de comunidades negras de Chapada dos Guimarães, Mato Grosso.

Descrição: Mapeamento, Identificação e descrição das referências culturais com os(as) interlocutores(as) quilombolas: saberes e modos de saber-fazer relevantes para as comunidades de Lagoinha de Baixo, Lagoinha de Cima, Cachoeira Rica, Pingadouro, Água Fria, Cachoeira Bom Jardim e Varginha. Visa, sobretudo, o empoderamento das comunidades remanescentes de comunidades quilombolas do município de Chapada dos Guimarães, em suas ações para pleitear junto ao Estado Brasileiro o reconhecimento do que constitui o Patrimônio Cultural Imaterial, bens culturais, lugares e territórios, celebrações, performances e rituais, modos de saber-fazer, conhecimentos tradicionais relacionados ao meio ambiente e às plantas medicinais. O conceito de patrimônio imaterial dos povos sintetiza uma multiplicidade de saberes, práticas e relações ao implicar conhecimentos que versam sobre planos diversos como o etnolingüístico, ético-estético, moral e político, ritual e cosmológico, etnobotânico entre outros. Esses regimes de conhecimento são plurais e associados às hierarquias, assimetrias e diferenças que marcam as relações sociais, em suma, a socialidade das comunidades quilombolas. Nas relações com seus pares e nas suas práticas, as mulheres constituem-se como importantes protagonistas e mantenedoras e construtoras de bens culturais. Os resultados e produtos do projeto em tela objetivam subsidiar os projetos de sustentabilidade, preservação e valorização de um legado, do patrimônio histórico-cultural, testemunho vivo e dinâmico da presença dos afro-brasileiros no estado de Mato Grosso e no Brasil.

Período: 2013 - 2014.
Coordenadora: Sonia Regina Lourenço.
Integrantes: Isadora Quintão Tavares, Danielli Katherine Pascoal da Silva, Paulo Cesar Andrade, Igor Moura Danieleviz e Silva, Jéssica Oliveira de Jesus.
Financiador(es): Edital Direitos Difusos - Ministério da Justiça - Governo Federal - Outra.

Gênero, performance e audiovisualidades: uma antropologia urbana de movimentações sociais e territorialidades políticas no contemporâneo

Descrição: O projeto é um desdobramento de minha pesquisa de doutorado (SILVA, 2012), em que investiguei um festival de cinema da diversidade sexual, o Mix Brasil, realizado em São Paulo desde 1993. A ideia agora é ampliar o foco de análise para outros festivais do mesmo tipo, no Brasil, e outras formas de produção simbólica e pensar em que medida elas tornam-se dispositivos contemporâneos de produção de subjetividades, diretamente ligados aos campos de poder/saber que circunscrevem gênero e sexualidade, ao mesmo tempo em que são desdobramentos das políticas de representação contemporâneas, mais precisamente as que se conectam às movimentações LGBT e feministas das últimas décadas. Esse projeto, apesar de lançar um olhar primeiro sobre festivais de cinema, não se restringe a eles, no que podemos incluir também em seu escopo outras movimentações urbanas relacionadas a gênero e sexualidade que marcam as urbanidades contemporâneas.. 
Período: 2014 - 2018. 
Coordenador: Marcos Aurélio da Silva.

Para uma antropologia da performance ritual: a dança dos mascarados de Poconé? MT. Etnografia, Música e Territórios Quilombolas.

Descrição: Produzir uma etnografia densa do complexo músico-ritual A Dança dos Mascarados ? à luz da antropologia da performance e da música. A descrição etnográfica estará centrada em três aspectos: a musicalidade, a corporalidade e a performance ritual. O que se quer buscar interpretar é por quais meios, processos e formas expressivas esse evento performativo propicia experiências de subjetivação e constituição de identidades pela via das máscaras.

Período: 2015 - 2017.
Coordenadora: Sonia Regina Lourenço.
Integrantes: Paulo Cesar Andrade, Ryandre Sampaio de Souza.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Auxílio financeiro.

Cosmopolíticas, territórios, memórias e performances de comunidades negras de Chapada dos Guimarães -MT

Descrição: Produzir um corpus etnográfico de pesquisa envolvendo as comunidades negras Lagoinha de Baixo, Serra do Camba Bi e Itambé de Chapada dos Guimarães visando a construção de uma ciência plural e inclusiva a partir das experiências sociais quilombolas, destacando a diferença e a pluralidade das formas de conhecimentos ético-estéticos e as práticas cosmopolíticas destes sujeitos coletivos. A descrição etnográfica estará centrada na memória territorial, nas narrativas, nos conhecimentos locais e nas performances culturais destes grupos étnicos. Buscar-se-á propiciar às comunidades, as condições para pleitear junto ao Estado Brasileiro o reconhecimento de seus territórios como comunidades remanescentes de quilombos e subsidiar projetos de políticas públicas a partir dos resultados da pesquisa.

Período: 2015 - 2018.

Coordenadora: Sonia Regina Lourenço.
Integrantes: Cassiana Oliveira da Silva, Mayara Leite das Neves, Nayara Marcelly Ferreira da Silva, Eric Timoteo Iwyrâkâ Kamikiawa, Abenízia A. Barros, Glaucia Ramirez, Fernanda Nathali de Carvalho Soares, Jose Batista Franco Júnior, Patrícia Venzo Garcia Vithoft, Nelson Rodrigues.

Universidade Federal de Mato Grosso

Instituto de Ciências Humanas e Sociais

Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social

Localização: Sala 47 ICHS-UFMT

Email: naplus.ufmt@gmail.com

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